A des-mocracia do voto

Alguns dias atrás comparecemos às urnas para escolher nosso representantes dos poderes executivo e legislativo municipal. Em nossa região evidenciamos o mesmo fenômeno político que acontece em âmbito federal, a des-mocratização do voto (provavelmente a palavra nem exista, mas vale bem o trocadilho). A população brasileira está tão desmotivada e frustrada com a qualidade (imoralidade, sem-vergonhice e corrupção) dos políticos que qualquer representante que faz o mínimo do trabalho a que foi designado consegue cargo quase vitalício (8 anos) no poder. Isso é ruim? Se o político fez um bom trabalho em seu mandato, nada mais justo que governe mais algum tempo. Lucro para o povo! Para presidente da república tivemos dois exemplos: Fernando Henrique Cardoso (2 mandatos) e Luiz Inácio Lula da Silva (2 mandatos). Agora já vislumbramos no horizonte, se nada mudar, dois mandatos para Dilma Rousseff. Praticamente a eleição para presidente resumiu-se a candidato único. Em nossa região este fato também está ocorrendo. Em Jaguari e São Pedro do Sul os dois prefeitos atuais reelegeram-se sem problemas. Em Quevedos, vizinha a Jari, o prefeito atual reelegeu-se sem concorrência, já que não houve adversário político na eleição. Para eleição de candidato único basta um voto válido. Em outras 19 cidades do RS também houve candidato único. Em Jari o atual prefeito Pedrolívio P. Prado reelegeu-se com o dobro da margem de votos de 2008, reflexo do trabalho realizado. Mas que mal há em eleições sem concorrência? O mal é que a política no Brasil se encaminha para eleições definidas antes do pleito. Candidatos escolhidos pelas elites políticas em acordos suspeitos, usurpando do povo o direito a escolher seu representante entre vários candidatos e várias idéias. Pelo menos entre o executivo, o povo da região está de olho no trabalho realizado pelos candidatos. Entre o legislativo, não teve jeito, o povo conseguiu eleger alguns vereadores "eu passo a palavra", cujo único objetivo é recolher seu (gordo) salário final do mês. Fique de olho, pois quem faz as leis são os representantes do poder legislativo, e falta um 'nadinha' para o congresso aprovar a reeleição por tempo indefinido, terminando de vez com nossa (pobre) democracia.

A incomunidade global.

Vivemos num mundo onde o individualismo está sendo levado ao extremo pelo desenvolvimento cada vez maior de tecnologias próprias ao isolamento das pessoas. Tecnologias que, de uma forma mercadológica enganosa, levam-nos a pensar que fazemos parte atuante de uma comunidade global. A televisão, a internet, o telefone celular nos dão a sensação de não estarmos sozinhos, quando, na verdade, estamos cada vez mais longe uns dos outros, cada vez mais reféns dos tecnorrelacionamentos da rede mundial de comunicação sem interlocutores.

Segundo o Instituto Datafolha, 55% dos brasileiros acessam a internet. Estamos permanentemente ligados ao notebook, ao ipad, ao smartphone. Todos nós temos pelo menos um blog, um twitter ou um e-mail que nos mantêm ligados diariamente ao fantástico mundo virtual das relações desprovidas de tato, de cheiro, de carne e de calor humano.

O deus do homem moderno, do consumidor passivo, é a energia elétrica. A vida atual depende intrinsecamente da eletricidade para continuar funcionando. Sem ela, é como se nos tirassem o ar dos pulmões.

A bíblia do homo consumidor é o Google. Quer conhecer melhor uma pessoa? O Google diz quem ela é. Quer saber o quê dar de presente de aniversário a alguém? O Google diz o que comprar. Não sabe mais quem você se tornou? Pergunte ao Google.

Nossos encontros reais são cada vez mais raros. Cada vez com menor duração. Cada vez mais sem sentido. Buscamos o outro no vazio das relações digitais. Contabilizamos nossas amizades pelo número de contatos do Fakebook (com “k” mesmo).

Nada mais fantasioso do que viver com nós mesmos, afastados do outro, da alteridade que nos apresenta verdadeiramente a nós mesmos. Nada mais sem sentido que nos sentirmos próximos de um coreano porque podemos escrever nossa opinião sobre seu peixinho de estimação num blog desatualizado.

A tecnologia está afastando pais e filhos. E para disfarçar o crescente vazio relacional familiar, aceitamos as afirmações sugeridas pelo Google, grosseiramente traduzidas, de que nossos filhos são mais cultos e inteligentes à medida que nos exigem ter em casa as mais novas tecnologias criadas no Vale do Silício.

Sem televisão, sem playstation, sem computador, como fazer para que as crianças não fiquem entediadas em casa? Já imaginaram o que seria de muitos pais se precisassem reaprender a conviver com seus filhos?

Sabemos mais sobre os mortos no tsunami do Japão do que sobre o câncer que está matando nosso vizinho ao lado. Aliás, nosso vizinho do lado foi nosso amigo de infância, e embora ainda vivamos todos fisicamente no mesmo bairro, só nos encontramos ocasionalmente em alguma comunidade bairrista do Orkut.

Claro que a internet tem utilidade. Afinal, nem tudo está perdido. Ainda há leitores que respiram poesia, romance, aventura, e sempre haverá um blecaute que obrigue nossos semelhantes plugados a olhar para fora de suas telas de LCD. E não vamos deixar escapar a oportunidade de acender um fogo de chão e cevar um mate com uma boa prosa de fim de tarde ou alguma outra coisa que a gente goste de fazer verdadeiramente juntos. Porque eletrizantes mesmo são os relacionamentos humanos.

Claudemir Casarin

 

The Wall

 Um show para ficar na história de Porto Alegre 

A exibição do espetáculo The Wall Live no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, comprovou que o álbum duplo personalista composto por Roger Waters há 33 anos e lançado pelo Pink Floyd em meio à Guerra Fria, tendo como pano de fundo uma conjuntura política mundial hoje inexistente, permanece incrivelmente atual. A nova concepção do show, apresentado pela primeira vez em 1980, foi revitalizada por acontecimentos da história recente como conflitos políticos globais aprofundados pelo terrorismo, novos regimes autoritários e mobilizações populares de caráter democrático tanto em grandes centros econômicos ocidentais quanto no mundo árabe. The Wall Live aborda temas contemporâneos como insatisfação política, deslocamento social, capitalismo selvagem, ocaso socialista e a atual falência econômica global. A nova versão de The Wall Live se torna midiaticamente efetiva a partir de um suporte tecnológico de ponta, com um palco gigantesco, toneladas de equipamentos de luz e som e um muro cenográfico extraordinário de 137m de largura por 11 de altura que serviu como o maior telão de shows já utilizado por algum artista. A estrutura transformou o Beira-Rio no maior cinema ao ar livre que o Rio Grande do Sul já viu. A projeção mapeada desenvolvida para o show é incrível. Enquanto o muro cenográfico vai sendo construído pela equipe, os novos tijolos recebem imagens projetadas apenas quando estão em seu devido lugar. Antes disso, ficam às escuras, como se “ainda” não fizessem parte do espetáculo. Um pequeno exemplo do cuidado com que os shows desta turnê são realizados. E, se o muro completamente erguido impressiona pela separação que provoca entre banda e plateia, a destruição do mesmo é igualmente marcante.

Imagens Tadeu Vilani - RBS TV

Políticos com ficha limpa em 2012

Foi aprovado no Supremo Tribunal Federal neste dia 16 de fevereiro a Lei da Ficha Limpa com 7 votos a favor e 4 contra (sim! tem juíz que votou contra...será que também se enquadra na Lei???). De acordo com ela, em 2012 somente poderão concorrer candidatos que estiverem em dia com a justiça, ou seja, não poderão ter nenhuma condenação por desvio de verba pública ou corrupção. Com isso não disputarão eleições por oito anos políticos que renunciaram para não serem cassados ou foram condenados pela justiça. O mais incrível é que o POVO precisa de lei para não votar em político corrupto!!! Será que ninguem olha em quem está votando??? Ou eu sou muito exigente ou o POVO é muito obtuso...decidam vocês. Em Jari tem candidato apavorado que vai se enquadrar nessa lei, ou vocês, caros amigos, achavam que nossos políticos eram todos honestos???

Big Brother Brasil 2012

Não sou expectador do programa Big Brother Brasil, apenas vejo manchetes e notícias sobre o referido....mas faço minhas as palavras que circulam pela Internet (supostamente de autoria de Luiz Fernando Veríssimo ou Marcelo Guido?).

"Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. [...] Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. 
[...] Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. 
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade. 
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? 
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. 
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia. 
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. 
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns). 

Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo. 

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!! 
Veja o que está por de tra$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. 
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores). Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. 
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade."

 Mais vereadores, mais despesas....

Pasmem senhores leitores, mas apartir de 2013 a maioria dos municípios terão aumento no número de vereadores. Algumas pessoas já se indignaram e estão ameaçando fazer protestos caso este aumento seja aprovado! Protestos se o aumento for aprovado? Se ninguem faz protesto antes, alguém vai protestar depois?? Como diz meu avô: "O povo é boi manso...é encangado e puxa o arado..." Alguém, pergunto a vocês, protesta contra o pagamento absurdo de impostos? E contra a roubalheira em Brasília? E contra as despesas dos 513!! deputados e 81!! senadores? E contra a criação de mais impostos? O povo é boi manso e os políticos fazem o que querem... Algum dia vai mudar? Duvido! Pergunte a alguém se gosta de política. A maioria irá dizer que não, prefere que outros (os políticos) se preocupem por ele. Enquanto isso o povo prefere se preocupar com o "Coríntia (é nóis)" o "Framengo" ou a "Rosicleida" da novela da "Grobo" que largou o "Wedsleisom" no capítulo de ontem. Os vereadores defendem-se anunciando que as despesas com o aumento do número de vereadores não irá ser modificado, pois o salário individual será readaptado para encaixar-se no orçamento. Alguém já viu salário de político baixar? Aqui em Jari já tem vereador preocupado que não irá se reeleger e está pensando em um meio de aumentar o número de vereadores aqui também. Tenho uma má notícia ao Senhor "Vereador". De acordo com a proporcionalidade de habitantes, Jari não pode aumentar o número de vereadores. Sinto muito mas o Sr. vai ter que achar outro meio de receber salário de "marajá".
 
  
 

WIKILEAKS - Sinônimo de liberdade

O Wikileaks é um dos sites de maior polêmica na internet atualmente e a causa disto é simplesmente a divulgação de informações que ameaçam o poder de ditadores e políticos corruptos. O site Wikileaks foi criado em dezembro de 2006 e seu principal editor e porta-voz é o australiano Julian Assange, jornalista e ciberativista.

Ao longo destes anos o site divulgou grandes quantidades de documentos de enorme repercussão mundial. Devido a isto vários governos procuram tirar do ar o site e prender seus ativistas. A organização não possui sede oficial e suas despesas vem de doações de diversas organizações do mundo inteiro. Em 2008, o WikiLeaks começou a publicar uma série de documentos, inclusive sobre contas secretas (off-shore) mantidas nas Ilhas Cayman, no Banco Julius Baer que, segundo o ativista, é um banco especial usado para esconder ativos de pessoas e empresas com depósitos mínimos a partir de US$ 1 milhão. “O banco tentou acabar com o WikiLeaks e perdeu. O jornal The New York Times, a rede CBS e mais 23 empresas de mídia e universidades nos ajudaram”, conta o ativista. 

Vida longa ao Wikileaks.....

 

 A vida virtual

O site/jogo que mais sucesso faz ultimamente no mundo chama-se 'Second Life'. o Second Life é um ambiente virtual (imagem no computador) que simula aspectos da vida real e social das pessoas.

Mas porque este jogo faz tanto sucesso? A idéia é simples: você inventa um personagem/imagem e entra em um ambiente virtual imitando uma cidade na qual você pode fazer diversas coisas como caminhar, conversar, dançar, nadar, etc, tudo de mentirinha. Em suma, você finge viver outra vida, uma segunda vida, apenas isso. E qual é a graça de fingir que se está vivendo? Boa pergunta! Eu ainda não compreendi porque as pessoas deixam de sair a rua, conversar com os amigos ou dançar para fingir que estão fazendo isso no computador. Talvez aqui nos confins do Rio Grande do Sul, eu seja muito ignorante para entender isto, quando posso sair na rua e ver e conversar com pessoas verdadeiras, rir com elas ou ainda tomar um chimarrão com um amigo. Mas o segredo de tudo, e com certeza tem um, é você poder fingir ser quem não é, viver o que não existe e fazer o que não pode na vida real, inclusive ser rico...! E os efeitos colaterais também existem: as pessoas passam a viver em um mundo de fantasia. Saem do trabalho e entram na fantasia o resto do dia tornando-se completamente alienados do mundo e das pessoas a sua volta. E você quer ser feliz ( de mentirinha)? Acesse e divirta-se!

 

Modelo de injustiça social

Esta semana caminhando em Santa Maria vi no parabrisa de um veículo (por sinal novo - símbolo de status social....) um adesivo que resume de forma perfeita o caráter do brasileiro:

"O sol nasce para todos, mas a sombra é para os espertos."

Uma frase engraçada (para alguns - principalmente para quem colocou no carro), mas terrívelmente cruel. Traduzindo: a oportunidade é dada a todos (será?) mas só alguns sabem aproveitá-la. Aproveitar a oportunidade como? Simples. Explorando quem nada tem, roubando (o trabalho, o suor, o orgulho, a vida) de quem pouco consegue, aproveitando-se da humildade (traço típico do povo brasileiro) de quem trabalha para colocar um prato de feijão e arroz na mesa do filho, exibindo seu símbolo de status (o carro novo) e o dinheiro para comprar a submissão de quem a necessita vender para viver. O problema não é do dinheiro (adquirido por trabalho, herança ou sorte), mas sim do uso e da consciência com que se usufrui o dinheiro, a riqueza. Neste país temos o costume de endeusar a riqueza, e seus donos, como se isso fosse vital para a nossa felicidade. Não é. Dinheiro nos ajuda a termos uma vida mais confortável...não mais feliz!

 

Tiririca não tem nada de palhaço!

 

 O Deputado Tiririca (Francisco Everardo Oliveira Silva) aprendeu rápido seu trabalho de Deputado. Devolveu ontem à Câmara dos Deputados R$ 971,00 gastos em um hotel de luxo (Pôrto d'Aldeia Resort) em Fortaleza,CE. O Deputado usou a verba indevidamente para se hospedar no hotel. Além disso está respondendo pela contratação ao seu gabinete de dois humorístas do programa Café com bobagens, Américo Niccolini e Ivan de Oliveira, os quais trabalharam em sua campanha eleitoral, que residem em São Paulo e nunca compareceram ao trabalho em Brasília. Tiririca de palhaço e bobo não tem nada, só o povo que votou nele é que está fazendo papel de bobo!

 

 


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